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Capa MIDAS 13

“Lição de casa: museus” (2012-2015), série de fotografias, de dimensões e montagens variáveis, de Aline Dias

 

Descrição

A escolha de obras de artistas para as capas da MIDAS visa o prolongamento da discussão sobre museus, sobre os seus modos de existência e sobre como são percebidos ou vividos na contemporaneidade sob o olhar dos artistas contemporâneos. A imagem da capa do 13.º número da MIDAS tem por base uma imagem pertencente a uma série de fotografias que a artista e pesquisadora Aline Dias realizou entre 2012 e 2015 intitulada “Lição de casa: museus”. Nesta série, as fotografias são criadas a partir do interior de museus, mas focando o seu entorno. No caso da imagem escolhida para a capa da MIDAS, a fotografia foi criada a partir do interior do Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, observando a sua área envolvente. Habitualmente, a artista faz acompanhar as fotografias de fragmentos de textos que reúnem notas de situações observadas em contextos expositivos.

Sobre esta série fotográfica, a artista escreve:

«Lição de casa: museus, 2012-15 é uma série de fotografias tomadas a partir de janelas e frestas do interior de museus mas enquadrando aquilo que situa-se fora, no entorno imediato: ruas, paredes, estacionamentos, casas, outras janelas, passeios, quintais, depósitos.

Como um percurso-edição, espécie de pretexto para coletar, concentrar e dar forma às experiências em museus, o trabalho dedica atenção ao que não é destacado ou deliberadamente enquadrado na experiência de visitação. Ao entrever o que está do lado de fora (e por vezes também dentro, mas despercebido) estas imagens incluem as traseiras de casas, com vasos vazios empilhados, vassouras, mangueiras, escadas e baldes; árvores e terra úmida; tráfego de carros e pessoas sob a chuva; bicicletas num pátio; uma grua em um canteiro de obras; pássaros, um quintal com laranjeiras; uma torneira na parede branca; tampas de caixas de eletricidade; reflexos, telas, cortinas e outros aparatos que filtram a luz; frestas por onde se entrevê guindastes; uma garrafa de água num parapeito; superfícies empoeiradas; paredes manchadas, com limo, fiação, tubos; ar condensado nos vidros.

Comportando detalhes banais, a série empreende a tarefa de pensar o fora do museu, em seu sentido literal e também em franca e produtiva disparidade com as imagens visadas pelos discursos e práticas artísticas e institucionais.» (fonte: Aline Dias)

 

 Aline Dias é artista e pesquisadora. Professora no Departamento de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (Brasil). Doutora em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (Portugal). Mestre em Poéticas Visuais (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil). Bacharel em Artes Plásticas (Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil). Desenvolve trabalhos com instalações, fotografias, vídeos e publicações de artista. 

Créditos
© Aline Dias. Conceção da capa de Elisa Noronha Nascimento
Direitos de autor

Apenas o texto pode ser utilizado sob licença . Outros elementos (ilustrações, anexos importados) são "Todos os direitos reservados", à exceção de indicação em contrário.

Ficheiro original
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