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1Confins recebeu, nos últimos meses, livros que lhe pareceram úteis para chamar a atenção de seus leitores, diretamente enviados à revista, ou entregues a seus editores durante colóquios em Cuiabá, Brasília, Aracaju e Maceió ( nos dois últimos casos ao preparar os arquivos da revisão nos estados de Sergipe e Alagoas). Brasileiros ou franceses, eles testemunham a força da publicação geográfica, nas grandes cidades mas também na Amazônia e no Nordeste .Eles são apresentados em ordem alfabética de título a partir da "quarta capa" e "orelhas" escritas por seus autores e editores.

Amazônia

2Amazônia, Marcílio de Freitas, Marilene Corrêa da Silva Freitas, Antônio A. R. Ioris, Walter Esteves de Castro Júnior, Ed. Chiado 2017.

3Leitura obrigatória para todos que valorizam a cultura e a natureza. Em forma original, os autores mostram que o nosso futuro depende, também, da sustentabilidade da Amazônia. Demonstram que os governos brasileiros entregaram a Amazônia ao capital internacional e às ONGs, e que a ausência de um projeto nacional para a região desdobra-se em sua ocupação desordenada e predatória. Os autores analisam questões contemporâneas, tais sejam: Como compatibilizar a noção de sustentabilidade socioecológica com o conceito de crescimento econômico? Seria o desenvolvimento sustentável uma nova forma de exploração e alienação do homem? O que a Amazônia representa para o mundo? Como estabelecer as diretrizes de uma política científica e tecnológica alinhada aos interesses dos povos amazônicos? Quais são as tendências mundiais do desenvolvimento sustentável?, entre outras questões importantes para compreender o papel da sustentabilidade na modernidade. Esta coletânea indica novos caminhos para a Amazônia e à humanidade.

Dictionnaire de la régionalisation du monde

4Dictionnaire de la régionalisation du monde, Yann Richard et Nora Mareï (coord.), Atlande, 2018.

5Pour autant, la dimension régionale de la mondialisation et l’intégration régionale demeurent des sujets d’étude incontournables. À côté de la globalisation, ce sont des grilles de lecture non exclusives mais indispensables. Les relations entre groupes humains et entre acteurs politiques, sociaux et économiques restent en partie déterminées par la proximité géographique, malgré les améliorations rapides des moyens de transport et de communication à longue distance (site éditeur).

6Face à l’échec des négociations à l’OMC, la planète est en train de se scinder en groupes régionaux. Ce phénomène n’a pas encore affleuré dans le débat citoyen. Il est masqué par le fait que certaines organisations régionales ont l’allure de blocs alors que d’autres sont des coquilles vides ; beaucoup se chevauchent, parfois font doublon, se complètent ou s’opposent. Leur foisonnement, dans tous les domaines d’activité, nous invite à questionner un processus tout aussi massif qu’ignoré. Cet ouvrage recense, analyse, soupèse, croise ces différentes organisations.(http://labex-dynamite.com/​fr/​publication-dictionnaire-de-regionalisation-monde/​ )

Fronteiras de Mato Grosso

7Fronteiras de Mato Grosso, em busca do Eldorado e da Terra Prometida, João Carlo Barroso, Edufmt, 2017.

8Milhares de migrantes se deslocaram para as fronteiras de Mato Grosso, em busca de garimpos e de terras para plantar. Eles percorreram longas distâncias até chegar a povodados e corrutelas longinquos e desconhecidos. Eles vieram em busca do Eldorado, na esperança de encontrar uma mina de ouro ou de diamantes. Com o tempo, quase todos descobriram que o Eldorado era uma ilusão.

9Outros tantos, retirantes da sêca e minifundiários do Sul, migraram para Mato Grosso, em busca da Terra Prometida. Os governantes prometeram terra para quem não a tinha ou tinha pouca. Mas, apesar da imensidão de Mato Grosso, para muitos a terra foi apenas uma promessa. Estes sem-terra ocuparam terras sem dono, derrubaram a mata, plantaram culturas alimentares, colheram, e antes de plantar de novo, chegaram homens armados dizendo-se donos daquela terra. Quem resistiu teve os barracos queimados, a cerca cortada e a roça devorada pelo gado ou pelo fogo espalhado pelos jagunços. Quem escapou vivo considera que teve sorte, porque muitos foram mortos pelos jagunços a serviço dos fazendeiros.

Israel l'obsession du territoire

10Israël, l'obsession du territoire, Julieta Fuentes-Carrera avec la collaboration de Philippe Subra, Armand Colin 2018

11Lorsqu’on évoque le conflit israélo-palestinien, les images qui viennent à l’esprit sont toujours violentes : guerres, attentats terroristes, tirs de roquettes, maisons détruites, victimes civiles… Parce qu’elles sont omniprésentes, ces violences cachent en fait une autre dimension de la réalité géopolitique régionale : le rôle joué par les politiques israéliennes d’aménagement du territoire

12Un rôle qui ne se limite pas à la construction du Mur de séparation et de nouvelles colonies de peuplement, qui n’en sont que les parties les plus visibles et les plus médiatisées. Et qui est largement sous-estimé par la plupart des analyses, alors que la question du contrôle du territoire est de manière évidente l’enjeu principal du conflit, et ce avant même la création de l’État d’Israël.

13Cet ouvrage analyse le rôle central que joue « l’obsession territoriale » d’Israël dans la construction de l’État-Nation, dans l’exclusion spatiale entre Juifs, Arabes israéliens et Palestiniens et dans le façonnement des identités. Une grille de lecture novatrice du conflit le plus impactant des dernières décennies.

La fragmentation du monde

14La fragmentation du monde, Thierry Garcin, Economica 2018.

15Dans les relations internationales, la puissance des grands acteurs devient relative. Les États-Unis resteront la seule superpuissance, mais affaiblie. Le projet fédéraliste de l’Union européenne a volé en éclats. La Russie est une puissance en recomposition. La Chine est loin d’être une superpuissance politique. Le monde arabe est en miettes, pour longtemps. Quant aux pays émergents, ils ne fabriquent pas de la puissance politique, ou si peu. À ce fond de tableau, près d’une trentaine d’années après la chute du mur de Berlin, de multiples raisons, et beaucoup de conséquences. Six chapitres, une trentaine d'encadrés, un cahier en couleurs de seize cartes complètent ce panorama de la puissance contemporaine et ouvrent des perspectives https://www.economica.fr/​livre-la-fragmentation-du-monde-garcin-thierry,fr,4,9782717869583.cfm.

16Voir l'entretien avec Thierry Garcin Quelles sont les dynamiques de la puissance ?, https://www.diploweb.com/​Quelles-sont-les-dynamiques-de-la-puissance.html

Mandiocultura

17Ensaios sobre a mandiocultura e a pequena produção familiar, José Eloízio da Costa e Josefa de Lisboa Santos (org.), Editora da UFS, 2012.

  • 1 Ver sobre o mesmo assunto " Le manioc, entre culture alimentaire et filière agro-industrielle", res (...)

18Os três ensaios abordam a mandiocultura1 a partir de ângulos teórico-metodológicos distintos, o que torna rica a abordagem na medida em que podemos auferir diversas leituras para uma atividade tão importante e que estar profundamente arraigada na pequena produção familiar no estado de Sergipe.

19Aspectos como a resistência e a permanência dessa atividade face à pressão da modernização da agricultura e que atua em diversas áreas rurais do estado, ou o alcance do trabalho familiar no processo de produção e de beneficiamento da mandioca revela a sua importância como estratégia de incremento da renda dos camponeses farinheiros. Finalmente do caráter simbólico do beneficiamento da mandioca como processo de pertencimento de grupos sociais que vivem dessa atividade há várias gerações. Essa é a riqueza da proposta apresentada no livro.

Nova História de Mato Grosso

20Nova História Do Mato Grosso contemporâneo, Cândido Rodrigues e Vitale Joanoni Neto (org.), Edufmt, 2018

21Este livro “Nova história do Mato Grosso contemporâneo”, organizado pelos historiadores Cândido Rodrigues e Vitale Joanoni Neto, responde a um grande desafio de nosso tempo: ao mesmo tempo em que atualiza importantes temas da história de Mato Grosso, relacionados ao século XX e primeira década do século XXI, reflete sobre noções e conceitos em uso na historiografia brasileira. Ao interrogar o passado e o presente em pontos específicos de cruzamento, os autores desta coletânea desdobram-se para atender à diversidade histórica e conceitual que dá o tom e rítmo à paisagem que o livro compõe [...]

22A escolha dos tópicos, índice do livro, revela a(s) especialidade(s) de cada autor, com base em amplas pesquisas e estudos nos arquivos e bibliotecas, o que lhes possibilitam anunciar novas tendências e práticas historiográficas. Assim, importa anotar, a importância da proposta deste livro que, sob a pressão do tempo presente – como a escrita da história enseja –, exige ampla reflexão sobre temas e questões abordadas com a difícil tarefa de trazer contribuições relevantes à historiografia recente de Mato Grosso. Para nossa felicidade (e conhecimento!) os autores apresentam excelentes textos ao compor essa coletânea de grande utilidade para os estudos das ciências humanas e sociais, tanto para estudantes e professores do ensino médio quanto para aqueles da graduação e pós- -graduação.

Reflexões

23Reflexões Teórico-Metodológicas e Práticas Pedagógicas nas Ciências Ambientais, Maria do Socorro Ferreira da Silva, Marcia Eliane Silva carvalho, Núbia Dias dos Santos, jailton de Jesus Santos, Editora UFS 2018

24O livro está dividido em três eixos: reflexões teóricas no campo das Ciências Ambientais, proposições teórico-metodológicas nas pesquisas em Ciências Ambientais e ensino das Ciências Ambientais: teoria e prática. Construído a partir de um esforço coletivo para compreender o desafio de inserção de pesquisas no campo das Ciências Ambientais e com foco na Educação Básica, tanto discutindo algumas teorias, quanto proposições metodológicas e as intervenções de docentes e mestrandos, principalmente quando se faz necessário problematizar acerca da necessidade de se (re)pensar a formação ea prática docente, diante das diversas realidades encontradas nas escolas a partir de uma leitura interdisciplinar nas Ciências Ambientais.

Rondônia

25Rondônia: da Colonização à integração latino-americana, José Manuel Carvalho Marta, Edufmt 2018

26O livro é um conviteao leitor para conhecer a história e tramas da ocupação da Amazônia na região de Rondônia, tendo por refeência o caminho dos rios. O livro é resultado de pesquisa emprrendida pelo docente no período em que atuou como pesquisador sênior pela Fapero/Capes na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Seus capítulos constituem verdadeiros ensaios interconectados como afluentes que alimentam o "grande" rio das narrativas sobre o passado e presente dessa parte do Brasil amazônico. Rondônia recebe pela escrita do professor-garimpeiro de palavras uma obra de refêrencia que irá acalentar o ansio de outras histórias para o futuro.

Sonhos de Rio

27Sonhos de Rio: memorial acadêmico e percursos geográficos de uma trajetória intelectual na Amazônia, Saint Clair Cordeiro da Trindade Júnior, Editora da Ufpa, 2016

28"Com momentos poéticos, o percurso descrito, rio acima e rio abaixo, é vertiginoso, tal a profusão de coisas, experiências, descobertas, emoções, cheiros, gostos, visões. E tudo nos é apresentado como se lá estivéssemos. Sua carreira acadêmica é fulgurante e impressionante. Trata-se da experiência de urm professor, de um pesquisador, de um intelectual, que pensa a relação com o seu mundo e com o Mundo. Construindo uma obra original e forjando conceitos, permite-nos melhor pensar.sobre problemáticas igadas ao urbano, à cidade ea região" Cláudio Luiz Zanotelli Professor Titular da Universidade Federal do Espírito Santo.

29Finalmente apresentamos o fruto de um trabalho modesto mas bem sucedido feito pelos docentes e alunos do colégio estadual José Dantas de Souza na ocasião do 1° ciclo de debates Profciamb da Universidade Federal de Sergipe em julho de 2018: pela atualidade do tema, qualidade da pesquisa e talento dos jovens artistas nos pareceu digno de ser publicado junto com obras de pesquisadores mais avançados, afinal eles são a promessa do futuro.

Açude Pindorama

30Capa

31Amostra de página

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Notes

1 Ver sobre o mesmo assunto " Le manioc, entre culture alimentaire et filière agro-industrielle", resenha no número Confins 36 | 2018, « La collection « Agricultures tropicales en poche », http://0-journals-openedition-org.catalogue.libraries.london.ac.uk/confins/14706

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Pour citer cet article

Référence électronique

« Livros recebidos »Confins [En ligne], 38 | 2018, mis en ligne le 27 décembre 2018, consulté le 19 juin 2024. URL : http://0-journals-openedition-org.catalogue.libraries.london.ac.uk/confins/17075 ; DOI : https://0-doi-org.catalogue.libraries.london.ac.uk/10.4000/confins.17075

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