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A geografia urbana brasileira: de uma análise diacrônica às obras mais citadas no último decênio

La géographie urbaine brésilienne: de l'analyse diachronique aux travaux les plus cités de la dernière décennie
Brazilian urban geography: from a diachronic analysis to the most cited works in the last decade
Eustogio Wanderley Correia Dantas et José Borzacchiello da Silva
Traduction(s) :
Brazilian urban geography: from a diachronic analysis to the most cited works in the last decade [en]

Résumés

Dans le domaine de la géographie brésilienne contemporaine, il est urgent de poursuivre les études sur la ville et l'urbain. Cet article est une approche par l’enquête sur le matériau en question, depuis les débuts, une bibliographie classique, facilitée par l’existence d’outils basés sur la technologie de l’information. Il traite, en plus de l’indication du travail, du volume des citations qui s'y rapportent. L'utilisation d'études basées sur l'indice H permettra la mise à jour des études avec la présentation des responsables de la production d'ouvrages importants sur la géographie urbaine au Brésil, permettant ainsi de spatialiser la production dans le pays (volume de citations).

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Texte intégral

1No empenho em compreender a produção cientifica focada sobre a cidade e o urbano se apresenta um crescente interesse em estudar fenômenos a eles atinentes e, por extensão, os resultados destes estudos, veiculados em trabalhos científicos (livros e periódicos), a adquirem influência cada vez maior na configuração do conhecimento universal.

2A tônica empreendida no presente artigo recai sobre levantamento do material em questão, facilitado em função da existência de ferramentas baseadas em tecnologia informacional, colocada à disposição dos pesquisadores hodiernos.

3Os primeiros estudos, anteriores à época informacional, eram marcados pelo “mundo da primeira pessoa”. Do posto:

4. A constituição da metodologia de análise dependia da capacidade de deslocamentos do pesquisador aos pontos de disponibilização dos acervos e, por conseguinte, associado ao horizonte que conseguia vislumbrar. O presencial se impunha na construção do horizonte de pesquisa, sendo a descrição do material envolvido resultado direto do nível de conhecimento/vivencia direta com o acervo, seus autores e leitores.

5. O volume de trabalhos produzidos e de lugares de disponibilização dos acervos eram reduzidos, se comparados à contemporaneidade. Remete-se assim à concentração dos mesmos em poucas instituições de ensino e/ou pesquisa. No caso da Geografia às universidades estaduais paulistas (USP e UNESP-RC), à UFRJ e ao IBGE no Rio de Janeiro, bem como a UFPE.

6No período atual os horizontes se ampliam, não implicando mais na necessidade de deslocamento do pesquisador. Da ideia de acervo migramos à de banco de dados, a tornar possível disponibilizar volume impensável de informações e consoante à consolidação de novos centros de pesquisa na escala nacional. Remete-se, nestes termos, à existência de uma produção científica associada a uma pós-graduação consolidada, principalmente no último decênio, e a veicular um volume de estudos mais do que significativo e a escapar à capacidade de apreensão (deslocamento e conhecimento) de uma pessoa, por mais preparada que seja.

7O pesquisador é envolvido no “mundo virtual”, adentrando em horizontes desconhecidos e nos quais lhe é oferecido um volume de dados e informações incomensuráveis. Nestes termos impõe-se o conhecimento das novas linguagens informacionais relacionadas aos “motores de pesquisa”, assentados em plataformas eletrônicas a encampar a coleta, sistematização e disponibilização de material associado a temas os mais diversos.

8Nas Ciências Humanas, dentre os motores de pesquisa existentes, a Plataforma do Google Acadêmico toma papel de destaque e por oferecer, em um primeiro domínio:

Ferramentas específicas para que pesquisadores busquem e encontrem literatura acadêmica. Artigos científicos, teses de mestrado ou doutorado, livros, resumos, bibliotecas de pré-publicações e material produzido por organizações profissionais e acadêmicas (...). Google Acadêmico reúne diversas fontes em um só lugar. Além disso, por meio dele é possível localizar artigos, resumos e citações dos mais variados temas, desde que eles estejam disponíveis na web de alguma maneira. (GOOGLE, 2017)

  • 1 O Índice H, proposto por Hirsch, designa o número de artigos publicados por um autor e a obter um v (...)

9Em um segundo domínio ela se diferencia das demais por possibilitar disponibilização aos pesquisadores de uma plataforma amigável, na qual podem acessar e alterar seu perfil, com base na construção do Índice H.1

10Da crítica superficial a tais indicadores, pura e simplesmente devido à sua natureza quantitativa, não podemos esquecer que eles permitem apreender, em nível de detalhamento impressionante, os trabalhos envolvidos: primeiro ao gerar link de acesso à obra e, o mais interessante, ter informação sobre quem o citou, quando e onde. Transcende-se o domínio da pesquisa ao olhar exclusivo do pesquisador (na primeira pessoa) e, na atualidade, se torna possível vislumbrar a filtragem da obra pela comunidade científica e em função da utilização da mesma na produção de trabalhos científicos e técnicos (teses, dissertações, livros, periódicos, relatórios técnicos, etc.). Da condição inicial associada a conhecimento e leitura de uma obra por um pesquisador, atualmente se transcende à discussão em torno do volume de citações que os trabalhos analisados recebem, algo impossível de realizar no passado.

11Do diálogo com o “mundo da primeira pessoa”, concebe-se no presente trabalho, a usufruir das ferramentas do “mundo virtual”, análise no sentido de apreender quais são, considerando o domínio dos Cursos e Programas de Pós-Graduação em Geografia brasileira, as obras do Setor de Geografia Urbana com maior volume de citações nos últimos dez anos. Neste sentido, intenta-se contribuir na discussão relativa ao que se produz hodiernamente em escala nacional na Geografia Urbana brasileira, somando-se aos estudos já realizados por colegas que nos antecederam e que são representativos de outros contextos, associados a um outro período técnico científico.

Passos a seguir no lido com o tema: metodologia

12Dois gêneros de approche serão adotados no tratamento da problemática em foco.

Primeiro approche

13O da utilização de recurso bibliográfico, no lido com obras produzidas por especialistas no domínio da cidade e do urbano, ao longo do século XX, e a evidenciar horizonte por eles vivenciados e consequente indicação de volume de trabalho representativo dos estudos realizados à época, típicos do “mundo da primeira pessoa”.

14Os trabalhos considerados, por ordem cronológica, serão resultantes de pesquisas seminais desenvolvidas, principalmente, por Geiger& Davidovich (1961) e Abreu (1994). O levantamento bibliográfico identificou a importância de pesquisadores que realizaram exaustivos levantamentos de autores responsáveis pela produção de trabalhos no âmbito da geografia urbana brasileira. Essas obras foram básicas para o desenvolvimento do artigo em foco, e a elas outras foram incorporadas, ao mesmo tempo em que assumiram papel de balizadoras na definição de recortes temporais, conceituais e temáticos.

Segundo approche

15O do emprego de ferramenta a possibilitar conhecimento das obras produzidas de 2005 à 2016, ênfase dada às três principais citações dos profissionais a escreverem sobre a cidade e o urbano e lotados nos Cursos e Programas de Geografia brasileiros.

16As ferramentas do “mundo virtual”, fundantes da presente análise, serão as utilizadas na construção do Índice H dos Cursos e Programas de Pós-graduação pela Coordenação de Área da Geografia (2013-2016), a saber, a plataforma Publish or Perish, cujo banco de dados utilizado é o Google Acadêmico.

17

Figura 1 – Índice H dos Programas de Pós-Graduação em Geografia

Figura 1 – Índice H dos Programas de Pós-Graduação em Geografia

Fonte: Relatório da Avaliação Quadrienal 2017, CAPES.

18Tomando como ponto de partida o índice H dos Cursos e Programas, estabelecem-se procedimentos analíticos a permitir detalhar as principais produções dos docentes permanentes cujo Índice H é igual ou superior ao do curso ou programa, com consequente construção de planilhas a elencarem as três principais produções de 2005 à 2016, nas escalas do país, regional e por Instituição de Ensino Superior (IES).

19O citado volume de informações, a envolver 319 docentes permanentes e 958 obras, consistiu no primeiro produto gerado e a permitir uma caracterização da produção por área (Geografia Humana - GH, Geografia Física - GF, Geoprocessamento e Cartografia – GEOP/CART e Ensino) e Setores de Estudos, com ênfase ao da Geografia Urbana (Geog Urbana), associado à área de Geografia Humana.

Figura 2 – Gráfico com distribuição das obras mais citadas por área no Brasil, ênfase Setor de Geografia Urbana (na Área Geografia Humana).

Figura 2 – Gráfico com distribuição das obras mais citadas por área no Brasil, ênfase Setor de Geografia Urbana (na Área Geografia Humana).

20Quando da análise dos dados levantados na consideração da escala nacional há uma distribuição desigual entre as áreas. As de Ensino (4%) e de Geoprocessamento e Cartografia (7%), em ordem de importância, concentram percentuais menores dentre os trabalhos mais citados nos cursos e programas. As de Geografia Física (43%) e Geografia Humana (46%) concentram o volume maior dos trabalhos mais citados.

21Da área relacionada diretamente ao nosso estudo (Geografia Humana), o setor de Geografia Urbana corresponde a 17% dos produtos bibliográficos gerados nos termos aqui evidenciados, e a envolver 57 docentes permanentes e 163 trabalhos publicados em veículos diversos. Comprova-se, nestes termos, a importância que a temática da cidade e do urbano adquire, consoante a um mundo urbano que se impõe (LEFEBVRE, 1989)

22Da importância dos percentuais a abarcar na escala do país, percebe-se ainda uma diferenciação do quantitativo dos trabalhos publicados no setor de Geografia Urbana na escala regional. Por nível de importância tem-se: Nordeste (26%), Norte (24%), Sudeste (20%), Sul (9%) e Centro-Oeste (4%).

Figura 3 – Gráfico com distribuição das obras mais citadas por área no Brasil, ênfase por região (Nordeste, Norte, Sudeste e Centro Oeste) e Setor de Geografia Urbana (na Área Geografia Humana)

Figura 3 – Gráfico com distribuição das obras mais citadas por área no Brasil, ênfase por região (Nordeste, Norte, Sudeste e Centro Oeste) e Setor de Geografia Urbana (na Área Geografia Humana)

23A classificação por áreas e setores de estudos auxilia na identificação da importância assumida pela geografia urbana no país. Os dados obtidos indicam o aumento de trabalhos científicos voltados à discussão de diferentes aspectos do urbano e das cidades nas pesquisas geográficas. Das regiões brasileiras, o Sul e o Centro-Oeste são as únicas regiões com percentuais abaixo do nacional e, também se comparado sua relevância em relação aos demais setores abordados pela geografia brasileira. Nas demais é pujante o número de trabalhos citados e que fundamentam a pesquisa básica para a elaboração do presente artigo.

24Buscando elaborar hipóteses capazes de explicar as razões dos percentuais menores no Centro-Oeste e Sul, convém destacar que as citadas regiões têm fortes vínculos com os estudos de geografia agrária, especialmente os voltados aos movimentos sociais dos trabalhadores sem-terra, no Sul, e o agronegócio, no Centro-Oeste, onde temas ligados à demarcação de terras indígenas, sobrevivência de comunidades rurais tradicionais, etc., despertam a atenção dos pesquisadores.

25A presença maiúscula dos estudos sobre a cidade e o urbano, realizados pela geografia, atestam o quanto a realidade brasileira exige constantes interpretações e análises, materializadas em obras científicas a imporem necessidade de um tratamento especializado, de caráter epistemológico e a indicar aqueles que as produzem, bem como sua distribuição considerando seu lócus de produção e as Instituições de Ensino Superior distribuídas na escala regional.

O mundo da primeira pessoa

26A constituição da geografia brasileira se dá no terceiro decênio do século XX, a partir da constituição de instituições de natureza diversa e a atender demandas provenientes da sociedade brasileira. Para SILVA (1993, 2016), o evidenciado se efetiva em um longo percurso a dispor de um handicap numérico, se considerado o quantitativo de estudiosos envolvidos em relação as dimensões continentais do país, a motivar e justificar a abertura das primeiras instituições a profissionais proveniente do estrangeiro.

27Isso explica porque a geografia brasileira só se firma a partir da criação dos primeiros cursos de nível superior no país e a contar com a contribuição de professores estrangeiros. Assim ocorreu com o primeiro curso de geografia instalado no país, o da USP, ocorrido em 1934, e o da antiga Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, ocorrido em 1936. No mesmo ano de criação do curso de geografia da USP, foi fundada, também em São Paulo, a Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB, marco significativo da organização dos geógrafos e de difusão da ciência geográfica pelo país, com a criação de seções regionais integradas à sede, em São Paulo. Também de grande vulto e responsável pelo impulso dado à geografia brasileira foi a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, também em 1936.

28A criação dessas instituições garantiu as bases da produção científica no país, especialmente após a Segunda Guerra Mundial. A implantação de cursos de graduação em geografia e a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) criaram as bases de um intercâmbio da recém-criada geografia brasileira com a geografia em escala internacional, especialmente a francesa, da qual foi herdado o referencial teórico e metodológico. Concomitante a consolidação dos primeiros cursos e a possibilidade de emprego enquanto geógrafo técnico no IBGE, a geografia brasileira se firmava, mesmo que com pouca visibilidade, mantendo fortes vínculos com as formulações teóricas advindas da Europa e dos Estados Unidos. Para Vasconcelos (2012) o pós-guerra se consistiu no período de difusão da geografia urbana, com a elaboração de trabalhos clássicos a estudarem

as cidades no conjunto do Mundo como os de P. George (1952), ou em grandes subáreas: J. Dresch, 1950 (África), M. Santos, 1965 (Terceiro Mundo), T. McGee, 1967 (Sudeste Asiático). (VASCONCELOS, 2012, P. 212-213).

29Dentre os autores citados acima merece destaque o geógrafo brasileiro Milton Santos, cuja vivência em exilio no estrangeiro o inseriu em quadro no qual obteve destaque, desempenhando um papel criativo e a balisar a instituição de uma escola geográfica nacional (FERRETTI, 2018), no caso a brasileira.

  • 2 Da citada vivência indica conjunto de obras a impactar em nossa ciência: “Publicado em 1952, o livr (...)

30Geiger & Davidovich (1961), fazem um levantamento a denotar um ramo da geografia geral, a geografia urbana brasileira, e com desenvolvimento “bastante recente”. Remetem assim a existência de uma bibliografia nacional a analisar as cidades brasileiras e caracterizadas, geralmente, como “monografia de cidades” ou “artigos sobre aspectos parciais do problema urbano, que raramente é encarado em seu conjunto”. Apresentam contexto no qual não há o interesse na “definição absoluta e universal das cidades”, sendo as mesmas entendidas como agrupamento humano a estabelecer relações recíprocas com outras cidades a comporem uma região. Os citados autores põem em evidência diferentes aspectos de leitura do espaço a partir da cidade: organização econômica e social, funções urbanas, conjunto urbano regional e redes urbanas que serão futuramente tão estudados pela geografia urbana brasileira. Neste mesmo domínio, de externalizar os avanços da geografia, Vasconcelos (2012) também realizou levantamento exaustivo a mostrar o desenvolvimento da geografia urbana brasileira, no pós Segunda Guerra Mundial, especialmente apoiado na ocorrência de Congressos Internacionais “em Lisboa (1949), Washington (1952), Rio de Janeiro (1956), Estocolmo (1960), Londres (1964), Nova Delhi (1968) e Montreal (1972)”.2

31Cabe estabelecer relações entre o levantamento dos avanços da geografia no mundo ocidental, no período do pós-guerra, com o realizado por Abreu (1994) na Revista Brasileira de Geografia. Esse estudo oportunizou uma visão ampla da geografia urbana brasileira e se mostrou alvissareira para os interessados em compreender sua dinâmica. A pertinência da análise de Abreu (1994, p. 38) se destaca quando dialoga com Müller (1956) ao retomar assertiva do atingimento do “fim de uma era e o início de outra”, especificamente evidenciada no

  • 3 Trata-se do XVIII Congresso Internacional de Geografia promovido pela União Geográfica Internaciona (...)

XVIII Congresso Internacional de Geografia,3 momento no qual contato com especialistas estrangeiros, estimulou uma série de estudos urbanos, quer para serem apresentados ao congresso, quer para serem incluídos nos vários livros-guia das excursões realizadas (MÜLLER, 1968, p. 16).

32Abreu (1994) acata o afirmado por Müller (1968) e Corrêa (1966), de que, independente de focar na temática agrária, o citado evento foi o momento no qual a Geografia Urbana atingiu “um novo estágio”, vis-à-vis, o pioneirismo de Bernardes (1958-1959, 1960) a possibilitar revisão significativa da monografia urbana das reuniões da AGB, com inclusão de “análise do grau de centralidade urbana, da determinação de área de influência da cidade.” Para o citado autor, a XIV Assembléia da AGB de 1959 (Viçosa) desempenhou papel similar no condizente à temática intra-urbana. Em simpósio sobre o “habitat urbano no Brasil, os “geógrafos brasileiros” se debruçaram sobre temática tão nova e estratégica quanto a indicada anteriormente: “a das metrópoles e áreas metropolitanas” e a “primarem por uma abordagem de caráter metodológico a suscitar” (...) “ acirrados debates conceituais” (ABREU, 1994). Para o citado autor, tais debates foram fundamentais no “redirecionamento da pauta da pesquisa geográfica urbana· no País”.

33Prossegue Abreu (1994) afirmando que:

Ao falar-se especificamente da pesquisa geográfica urbana, o ponto de partida inequívoco de sua realização no Brasil encontra-se na atuação de Pierre Monbeig na USP e, mais especificamente, em seu trabalho sobre "O estudo geográfico das cidades" (...), obra metodológica que viria orientar o pensamento de inúmeros geógrafos brasileiros por mais de um quartel de século." (ABREU, 1994)

  • 4 Além desses trabalhos, resultantes de pesquisas realizadas nas próprias Assembléias da AGB, vieram (...)

34O texto de Abreu (1994) é referência imprescindível para se estudar e compreender a importância dos estudos voltados à análise da cidade e do urbano. Levantamento exaustivo e consistente resultou na enumeração e classificação da produção científica na área da geografia urbana no Brasil. Além da contribuição contida na pesquisa, o autor analisa e contextualiza a produção científica brasileira. Destaca o papel exercido pelo IBGE e pela AGB nesse processo de investigação. Na abordagem temporal da análise, Abreu (1994) constrói um percurso metodológico, essencial na explicitação da produção brasileira em geografia urbana.4

  • 5 Das pesquisas enumeradas, serão fornecidas as referências de algumas que balizam o universo temátic (...)

35O mapeamento realizado por Abreu (1994) permite identificar o volume de pesquisa, os nomes dos pesquisadores, os locais que foram pesquisados, além de divulgar a veiculação da produção científica. O que não pôde ser medido é o impacto dessa produção. Sabe-se que grande parte do material levantado por Abreu, foi resultado da produção de anais das assembléias da AGB, nos Boletins de Geografia e nas publicações do IBGE. O mérito maior da pesquisa, além de sua consistência é a coerência da metodologia adotada, a garantir um percurso a privilegiar a produção contemporânea e discussão, inclusive, invocando as produções voltadas ao direito à cidade, ai entendido a dimensão assumida na abordagem dos movimentos sociais.5

36A riqueza e o nível de detalhes alcançados pelo autor em pauta permitem verificar, grosso modo, a centralidade exercida pelo Sudeste (especialmente dos colegas lotados no Rio de Janeiro e São Paulo) na produção científica do setor da geografia urbana, o que não causa estranheza. O Sudeste sediou os primeiros cursos de graduação em geografia, bem como os primeiros de pós-graduação. Na região foi instalada a sede do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, grande indutor de pesquisa científica em geral e particularmente, as vinculadas à geografia urbana. Ressalta-se as publicações dessa instituição, em particular os periódicos Revista Brasileira de Geografia e o Boletim Geográfico, divulgadores do conhecimento geográfico produzido no Brasil e noutros países (DANTAS, 2011), contribuindo para a afirmação científica nacional.

37No primeiro veículo de divulgação científica, citado acima, a geografia urbana se sobressaia. Barcelos (2010) contribui de forma exemplar neste domínio, construindo um modelo analítico, pautado em trabalho manual de catalogação, com o intento, de um lado, de identificar, de 1939 a 1995, os autores dos artigos e o quantitativo envolvido e, de outro, de verificar existência de uma rede de pensamento sobre a cidade e o urbano na Revista Brasileira de Geografia. Conclui constatando publicação de contribuições de “pesquisadores brasileiros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)” na revista em foco e a acompanhar “as mudanças pelas quais o órgão e a geografia passaram.”

38No concernente ao veículo periódico, merece destaque o levantamento realizado por Abreu (1994), referente à importância da Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB. As concorridas Assembleias realizadas pela entidade, reunia profissionais geógrafos qualificados, dentre eles, um número razoável voltado aos estudos e análises da realidade urbana brasileira, a utilizarem-se dos veículos periódicos. Era praxe a manutenção dos famosos Boletins de Geografia, sendo o Boletim Paulista de Geografia (BPG) e o Boletim Carioca de Geografia (BCG) os mais conhecidos. Quando praticamente não havia interesse das editoras pelo conhecimento geográfico e antes do advento da divulgação digital, parte expressiva da produção em geografia urbana no país foi publicada nesses periódicos.

39Da supremacia do Sudeste, convém destaque a propagação do gênero de estudo em foco pelo país. É nesta perspectiva que despontam as pesquisas em geografia urbana na região Nordeste, cuja vitalidade se explica nos cursos de graduação a cobrirem porção expressiva do território regional. Novas universidades são implantadas nas principais cidades e a proliferação dos cursos de pós-graduação em geografia criou as bases para a fixação de professores.

40A organização e permanência de redes de pesquisa inserem esses profissionais em grupos experientes na produção do conhecimento científico. A história recente da região condensa fatos ligados à dificuldade de acesso à terra para trabalhar, devido a concentração fundiária, a dependência de políticas públicas de assistência social e o crescimento acelerado das cidades, especialmente as médias e as metrópoles. Essas formas urbanas despertam a atenção dos geógrafos interessados em estudar o processo de metropolização do espaço, a formação de extensas porções periféricas além de setores urbanos bem equipados, dotados de conforto e bem-estar, voltado às demandas dos detentores de melhores rendimentos e ao turismo.

  • 6 “Um primeiro estudo de Milton Santos e de Antonia Dea Erdens versava sobre as cidades do Recôncavo (...)

41Referente à produção científica no Nordeste brasileiro, SILVA (2009), desenvolveu pesquisa a esclarecer pioneirismo e importância do Nordeste na produção científica na área de geografia urbana. Destaca a influência de Milton Santos nesse processo, evidenciando a importância e expressão assumida pelo eminente professor que já, em 1959, estava à frente do Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais da Universidade da Bahia, com efetiva participação de vários professores convidados do Brasil e do exterior. Relembra trabalhos clássicos da incipiente geografia urbana brasileira estabelecendo estudos comparativos com centros urbanos de cidades africanas.6

  • 7 “Ancorada no estatuto da cientificidade, a abordagem da Geografia Urbana no Nordeste, em forma de d (...)

42Evento mais recente do SIMPURB, em Florianópolis, também dedicou atenção especial à problemática em foco, com composição de mesa redonda a caracterizar a produção científica na área de geografia urbana e a utilizar procedimentos metodológicos diversos. Foi no citado evento que SILVA e DANTAS (2011) adotaram metodologia a considerar obras fundantes dos planos de curso de Geografia Urbana em Instituições de Ensino Superior do Nordeste. Nele percebe-se a influência de autores na formação de quadros e originários, de um lado, de profissionais associados a instituições já conhecidas no domínio da produção de conhecimento associado ao setor em foco e, de outro lado, profissionais associados a instituições que despontam vis-à-vis a consolidação da pós-graduação, responsável pelo lançamento de volume importante de trabalhos transformados em referência na formação de pessoal.7

43A busca de um pensamento próprio foi tentada e certamente encontrada. Um longo percurso permeado de esforços interpretativos caracteriza a geografia urbana brasileira. A constatação de um quadro favorável ao reconhecimento das conquistas e da qualidade da produção científica aparece no livro Os caminhos da reflexão sobre a cidade e o urbano, organizado por Carlos (1994). A coletânea contém artigos apresentados durante o I Simpósio Nacional de Geografia Urbana, em 1989. Sobre o estado da arte deste setor da geografia assim se referiu a autora: “Podemos encontrar (...) uma diversidade de enfoques teórico-metodológicos (...) caracterizados como caminhos alternativos na busca da compreensão da realidade urbana” (CARLOS, 1994).

O “mundo virtual”

44A possibilidade de conhecimento, sistematização e classificação do volume de citações associadas aos trabalhos publicados sobre a temática da cidade e do urbano, na área de geografia, se torna possível na contemporaneidade.

45Adentramos neste domínio visando gerar, em uma primeira aproximação, quadro a partir do qual sejamos capazes de visualizar, na escala do país e da Pós-graduação brasileira, as principais obras produzidas e mais citadas de 2005 a 2016 (máximo de três obras por cada autor).

46O universo envolvido, de 2005 a 2016, engloba aproximadamente 162 obras, veiculadas em periódicos, livros (autoral e coletânea) e outros documentos. Refere-se a 57 pesquisadores distribuídos na totalidade do território brasileiro e consoante a mancha representativa da Pós-Graduação.

47Dado o volume envolvido empreendeu-se uma classificação em quartis, distribuindo em cada um deles as obras segundo volume de citações. Tal dado é claramente percebido nos quadros abaixo, representativos dos quartis assim apresentados: i. caracterização dos autores pautados em seu IH (igual ou superior ao IH da Pós-Graduação); ii. número de citações totais recebidas das três (até) principais obras.

Tabela 1 – Obras mais citadas por docente permanente associado à pós-graduação em geografia, Brasil – 2005 a 20016, grupo do 1º quartil

DOCENTE

OBRAS POR AUTOR (ATÉ TRÊS MAIS CITADAS)

CITAÇÕES (2005-16)

OBTENÇÃO DOUTORADO

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Angelo S. P. Serpa

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UNESP-PP

Eliseu S. Sposito

(SAQUET, M. A.). Territórios e territorialidades. São Paulo: Expressão Popular, 2009. 365p .

57

1990

UNESP-PP

Lia O. Machado

Estado, territorialidade, redes. Cidades-gêmeas na zona de fronteira sul-americana. In: SILVEIRA, M. L. (Org.). Continente em chamas. Globalização e território na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005, p. 243-284.

52

1989

UFRJ

Wendel H. Baumgartner

O Direito a Natureza na Cidade. Salvador: Edufba, 2009. 186p .

51

2004

UFBA

Solismar F.Martins

Cidade do Rio Grande. Rio Grande: FURG, 2007. v. 1. 245p .

51

2004

FURGS

Maria C. L. Costa

Fortaleza. In: SILVA, J. B. da; CAVALCANTE, T. C.; DANTAS, E. W. C.. (Org.). Ceará. Fortaleza: Demócrito Rocha, 2005, p. 51-100.

50

2012

UFC

Luis R. B. Pequeno

( ARAGÃO, T. A.. Dimensão habitacional da Região Metropolitana de Fortaleza. In: PEQUENO, R. (Org.). Como Anda Fortaleza. Brasilia: Min. das Cidades, 2009, p. 69-96.

46

2002

UFC

Sandra Lencioni

 Da Cidade e sua Região à Cidade-região. In: LIMA, L. C.; ELIAS, D.; SILVA, J. B. da. (Org.). Panorama da Geografia Brasiliera I. São Paulo: Annablume, 2006, p. 65-76.

46

1991

USP-GH

Sandra Lencioni

Reconhecendo Metrópoles: território e sociedade. In: SILVA, C. M. da; freire, D. G. F.; OLIVEIRA, F. G. de O. (Org.). Metrópole. Rio de Janeiro: DP&A: Faperj, 2006, p. 41-58.

46

1991

USP-GH

Marcio M. Valença

(BONATES, M. F.). The trajectory of social housing policy in Brazil. Habitat International, v. 34, p. 165-173, 2010.

44

1997

UFRN

Sandra Lencioni

Mudanças na Metrópole de São Paulo e Transformações Industriais. Revista do Departamento de Geografia (USP), São Paulo, v. 12, p. 27-42, 1998.

44

1991

USP-GH

Lucia C. F. Cidade

(JATOBÁ, S. U. ;  VARGAS, G. M.). Ecologismo, ambientalismo e ecologia política. Sociedade e Estado (UnB. Impresso), v. 24, p. 47-87, 2009.

43

1993

UNB

Eustogio W. C. Dantas

Maritimidade nos Trópicos. Fortaleza: EDUFC, 2009. 127p .

41

2000

UFC

Jose B. da Silva

A Região Metropolitana de Fortaleza. In: SILVA, J. B. da; CAVALCANTE, T. C.; DANTAS, E. W. C.. (Org.). Ceará. Fortaleza: Demócrito Rocha, 2005, p. 51-100.

41

1987

UFC

Doralice S. Maia

A Geografia e o estudo dos costumes e das tradições. Terra Livre, São Paulo, v. 16, p. 71-98, 2001.

39

2000

UFPB

48

Tabela 2 – Obras mais citadas por docente permanente associado à pós-graduação em geografia, Brasil – 2005 a 20016, grupo do 2º quartil

DOCENTE

OBRAS POR AUTOR (ATÉ TRÊS MAIS CITADAS)

CITAÇÕES (2005-16)

OBTENÇÃO DOUTORADO

IES ATUAÇÃO

Beatriz R. Soares

Repensando as cidades médias brasileiras no contexto da globalização. Formação, Presidente Prudente, n.6, p. 55-63, 1999.

38

1995

UFU

Eliseu S. Sposito

(SPOSITO, m. e. b.; SOBARZO, O.) . Cidades médias. São Paulo: Expressão Popular, 2006. v. 1. 375p.

38

1990

UNESP-PP

Angelo S. P. Serpa

O Trabalho de Campo em Geografia. Boletim Paulista de Geografia, v. 84, p. 7-24, 2006.

37

1994

UFBA

Eustogio W. C. Dantas

Construção da imagem turística de Fortaleza/Ceará. Mercator (UFC), Fortaleza, v. 1, p. 53-60, 2002.

36

2000

UFC

Tania M. Fresca

Mudanças recentes na expansão físico-territorial de Londrina. Geografia (Londrina), Londrina, v. 11, p. 241-264, 2002.

36

2000

UEL

Jorge L. Barbosa

A Arte da Representação do Mundo. GEOgraphia (UFF), Niterói, v. II, p. 69-88, 2000.

36

2010

UFF

Anete M. Pereira

Cidade média e região. Tese Doutorado (UFU), 2007.

35

2007

UNIMONTES

Heloisa S. de M. Costa

(COSTA, G. M.; MENDONÇA, J. G. de ; MONTE-MÓR, R. L. de M.). Novas Periferias Metropolitanas. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 2006. v. 1. 468p .

35

1995

UFMG

Arlete M. Rodrigues

A Cidade como Direito. Scripta Nova (Barcelona), v. XI, p. especial, 2007.

35

1988

UNICAMP

Jan Bitoun

O que se revelam os índices de desenvolvimento humano. Recife.Pe.gov.br, 2005.

34

1981

UFPE

Floriano J. G.de Oliveira

 Reestruturação produtiva, território e poder no estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora Garamond, 2008. 304p .

34

2003

UERJ-SG

Gilberto C. Pereira

(CARVALHO, I. M. M. de). Como anda Salvador e sua região metropolitana. Salvador: EDUFBA, 2008. 228p .

33

1999

UFBA

Marcio R. Silveira

Estradas de Ferro no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Interciência, 2007. 257p .

33

2003

UFSC

Alvaro H. de S. Ferreira

A Cidade no Século XXI. Rio de Janeiro: Consequência, 2013. v. 1. 324p .

33

2009

PUC-RJ

Marcio R. Silveira

As Cinco Revoluções e Evoluções Logísticas. In: SILVEIRA, M. R.; LAMOSO, L. P.; MOURÃO, P. F. C.. (Org.). Questôes Nacionais e Regionais do Território Brasileiro. São Paulo: Expressão Popular, 2009, p. 13-42.

32

2003

UFSC

João B. F. de Melo

Símbolo dos lugares, dos espaços e dos deslugares. Revista Espaço e Cultura, 2008.

30

2000

UERJ

Tatiana Schor

(NARDOTO, G. ; MURRIETA, R. S. S. ; PRATES, L. E. G. ; ADAMS, C. ; GARAVELLO, M. E. P ; MORAES, A. O. ; RINALDI, F. D ; GRAGNANI, J. G. ; MOURA, E. A. ; DUARTE-NETO, P. J. ; MARTINELLI, L. A.). Frozen chicken for wild fish. American Journal of Human Biology, v. 23, p. 642-650, 2011.

29

2005

UFAM

Jorge L Barbosa

O ordenamento territorial urbano na era da acumulação globalizada. In: Ruy MOREIRA, R.; OLIVEIRA, M. P. de (Org.). Território, territórios. Rio de Janeiro: DP&A, 2006, p. 125-145.

29

2010

UFF

Sidney G. Vieira

A Cidade Fragmentada. Pelotas: Editora da Univ. Federal de Pelotas, 2005. v. 1. 242p.

28

2003

UFPEL

Maria C. L. Costa

A cidade e o pensamento médico. Mercator, Fortaleza - Ceará, v. 01, n.02, p. 59-69, 2002.

27

2012

UFC

Amelia L. Damiani

 A Metrópole e a Industria. Terra Livre, São Paulo, v. 15, p. 21-37, 2000.

27

1993

USP-GH

José J. F. Lima

(DUARTE, A. C.). Tipologias e padrões e ocupação urbana na Amazônia Oriental. In: DUARTE, A. C.. (Org.). O Rural e o Urbano na Amazônia. Belém: Editora da UFPA, 2006, p. 55-93.

26

2000

UFPA

Ester Limonad

Urbanização dispersa mais uma forma de expansão urbana?. Formação (Presidente Prudente), v. 1, p. 31-45, 2007.

26

1996

UFF

Jose A. de Oliveira

A cultura, as cidades e os rios na Amazônia. Revista Ciência e Cultura, 2006.

25

1994

UFAM

Marília Steinberger

A (re)construção de mitos sobre a (in)sustentabilidade do (no) espaço urbano. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (ANPUR), São Paulo, v. A3, n.4, p. 09-32, 2001.

25

1994

UNB

Alvaro H. de S. Ferreira

A produção do espaço. Scripta Nova (Barcelona), v. XI, p. 245(15), 2007.

25

2009

PUC-RJ

Tatiana Schor

Reflexôes sobre a imbricação entre ciência, tecnologia e sociedade. Scientiae Studia (USP), v. 5, p. 337-367, 2007.

24

2005

UFAM

Kelly C. F. de O. Bessa

Reestruturação da rede urbana brasileira e cidades médias. Caminhos da Geografia, 2005

24

2007

UFT

Luis R. B. Pequeno

Políticas habitacionais, favelização e desigualdades sócio-espaciasinas cidades brasileiras. Scripta Nova (Barcelona), v. XII, p. 35, 2008.

24

2002

UFC

Beatriz R. Soares

Pequenas e médias cidades. In: SPOSITO, M. E. B. (Org.). Cidades Médias. São Paulo: Expressão Popular, 2007, p. 461-494.

24

1995

UFU

Marcio M. Valença

Cidade (I)Legal. Rio de Janeiro: MAUAD, 2008. 250p .

23

1997

UFRN

Angelo S. P. Serpa

 Lugar e centralidade em um contexto metropolitano. In: CARLOS, A. F. A. C.; SOUZA, M. L. de; SPOSITO, M. E. B.. (Org.). A Produção do Espaço Urbano. São Paulo: Editora Contexto, 2011, p. 97-108.

23

1994

UFBA

Marcio R. Silveira

Circulação, Transportes e Logística. In: SILVEIRA, M. R. (Org.). Circulação, transportes e logística no estado de São Paulo. Curitiba: Appris, 2014, p. 11-34

23

2003

UFSC

Wendel H Baumgartner

A cidade e a natureza. Geousp (USP), v. 1, p. 65-77, 2006.

22

2004

UFBA

Alexandre M. A. Diniz

(BATELLA, W. B.) . O Estado de Minas Gerais e suas regiões. Sociedade & Natureza, Uberlândia, v. 17, n.43, 2005.

22

2002

PUC-MG

Gilberto C. Pereira

(CARVALHO, I. M. M. de). As "Cidades" de Salvador. In: PEREIRA, G. C.; CARVALHO, I. M. M. de. (Org.). Como Anda Salvador. Salvador: Edufba, 2008, p. 81-211.

21

1999

UFBA

Amelia L. Damiani

A propósito do espaço e do urbano. Cidades (Presidente Prudente), v. 1, n.1, p. 79-95, 2004.

21

1993

USP-GH

Eustogio W. C. Dantas

(FERREIRA, A. L. ; LIVRAMENTO, M. C. ). Turismo e imobiliário nas metrópoles. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2010. v. 1. 224p .

20

2000

UFC

Marcelo J. L. de Souza

Cities for people, not for profit - from a radical - libertarian in Latin American perspective. City, v. 13, p. 327-342, 2009.

20

1988

UFRJ

49

Tabela 3 – Obras mais citadas por docente permanente associado à pós-graduação em geografia, Brasil – 2005 a 20016, grupo do 3º quartil.

DOCENTE

OBRAS POR AUTOR (ATÉ TRÊS MAIS CITADAS)

CITAÇÕES (2005-16)

OBTENÇÃO DOUTORADO

IES ATUAÇÃO

Heloisa S. de M. Costa

A trajetória da temática ambiental no planejamento urbano no Brasil. In: COSTA, G.; MENDONÇA, J. G. (Org.). Planejamento urbano no Brasil. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 2008, p. 80-93.

19

1995

UFMG

Arlete M. Rodrigues

Problemática Ambiental - Agenda Política, Espaço, Território e Classes Sociais. Boletim Paulista de Geografia, v. 83, p. 91-110, 2006.

19

1988

UNICAMP

Kelly C. F. de O. Bessa

A dinâmica da rede urbana no Triângulo Mineiro: convergências e divergências entre Uberaba e Uberlândia. Uberlândia: Composer/SN, 2007. 348p .

18

2007

UFT

Tania M. Fresca

Centros locais e pequenas cidades: diferenças necessárias. Mercator (Fortaleza. Online), v. 9, p. 75-81, 2010.

18

2000

UEL

Alexandre M. A. Diniz

(BATELLA, W. B.). Desenvolvimento humano e hierarquia urbana. Revista de Biologia e Ciências da Terra, v. 6, p. 367-374, 2006.

18

2002

PUC-MG

Mirlei F. V. Pereira

Redes, sistemas de transporte e as novas dinâmicas do território no período atual: notas sobre o caso brasileiro. Sociedade & Natureza (UFU. Impresso), v. 21, p. 121-129, 2009.

18

2009

UFU

Heloisa S. de M. Costa

(PEIXOTO, M. C. D.). Dinâmica imobiliária e regulação ambiental. Revista Brasileira de Estudos de População (Impresso), v. 24, p. 317-336, 2007.

18

1995

UFMG

Floriano J. G. de Oliveira

Recompondo a história da Região Metropolitana. Fund. Amp. Pesq. Do Estado do rio, 2006

17

2003

UERJ-SG

Daniela A. Cota

A parceria público-privada na política urbana brasileira recente. Tese de Doutorado, UFMG, 2010. 

17

2010

UFSJ

Arlete M. Rodrigues

Direito à Cidade e Estatuto da Cidade. Cidades (Presidente Prudente), Presidente Prudente-SP, v. 2, p. 89-110, 2005.

17

1988

UNICAMP

Mirlei F. V. Pereira

Contradições de uma cidade científica: Processo de urbanização e especialização territorial em Viçosa - MG. Caminhos da Geografia (UFU. Online), Uberlândia, v. 18, n.16, p. 197-206, 2005.

16

2009

UFU

Marcio M. Valença

Cidades ingovernáveis? Ensaio sobre o pensamento harveyano acerca da urbanização do capital. In: SILVA, J. B. da et all. (Org.). Panorama da Geografia Brasileira. 1ed.São Paulo: Annablume, 2006, v. 1, p. 185-190.

16

1997

UFRN

Pedro de A. Vasconcelos

A cidade contemporânea. Revista Geographares, 2013

16

1985

UFBA

Paulo R. R. Soares

Metamorfoses da metrópole contemporânea: considerações sobre Porto Alegre. Geousp (USP), v. IV, p. 129-144, 2006.

16

2002

UFRGS

Pedro de A. Vasconcelos

A utilização dos agentes sociais nos estudos de Geografia Urbana. In: CARLOS, A. F. A.; SOUZA, M. L. de; SPOSITO, M. E. B. (Org.). A Produção do espaço urbano. São Paulo: Contexto, 2011, v. 1, p. 75-96.

15

1985

UFBA

Saint-Clair C. da Trindade Junior

Cidades na floresta. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, v. 51, p. 113-137, 2010.

15

1998

UFPA

Jose A. de Oliveira

(SCHOR, T.) Das cidades da natureza à natureza das cidades. In: TRINDADE JÚNIOR, S. C.; TAVARES M. G. da C.. (Org.). Cidades ribeirinhas da Amazônia. Belém: EDUFPA, 2008, v. , p. 15-26.

15

1994

UFAM

Doralice S. Maia

Lotes e ruas. In: SPOSITO, E. S.; SPOSITO, M. E. B.; SOBARZO, O. (Org.). Cidades Médias. Sáo Paulo: Expressão Popular, 2006, v. 1, p. 155-174.

15

2000

UFPB

Claudete de C. S. Vitte

Gestão do desenvolvimento econômico local: algumas considerações. Interações (UCDB), v. 08, p. 77-87, 2006.

15

1998

UNICAMP

Claudete de C. S. Vitte

(KEINERT, T. M. M.). Qualidade de Vida, Planejamento e Gestão Urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009. 310p .

15

1998

UNICAMP

João B. F. de Melo

Valores em geografia e o dinamismo do mundo vivido na obra de Anne Buttimer. Mysciencework.com, 2012

14

2000

UERJ

Amelia L. Damiani

Urbanização Crítica e Produção do Espaço. Cidades (Presidente Prudente), v. 6, p. 307-339, 2009.

14

1993

USP-GH

Saint-Clair C. da Trindade Junior

Sant Clair Cordeiro da Trindade Júnior; Marcos Alexandre Pimentel da Silva. (Org.). Belém: a cidade e o rio na Amazônia. 1ed.Belém-PA: EDUFPA/CFCH, 2005

13

1998

UFPA

Gilberto C. Pereira

(CARVALHO, I. M. M. de). Segregação Sócio-espacial e Dinâmica Metropolitana. In: PEREIRA, G. C.; CARVALHO, I. M. M. de. (Org.). Como Anda Salvador e Sua Região Metropolitana. Salvador: Edufba, 2006, p. 83-108.

13

1999

UFBA

Jan Bitoun

Tipologia das cidades brasileiras e políticas territoriais. In: BITOUN, J.. (Org.). Tipologia das cidades brasileiras e políticas territoriais: pistas para reflexão. Recife: FASE/OBSERVATORIO DAS METROPOLES, 2009, v. 1, p. 17-44.

13

1981

UFPE

Luis R. B. Pequeno

Desenvolvimento e Degradaçao no Espaço Intra-urbano de Fortaleza. In: X Encontro Nacional da ANPUR, 2003.

13

2002

UFC

Anete M. Pereira

Metamorfoses do espaço intra-urbano de Montes Claro. Montes Claros: UNIMONTES, 2008. 209p .

13

2007

UNIMONTES

José J. F. Lima

(CARDOSO, A. C.; ; HOLANDA, A. C.). Condições institucionais de cooperação entre os Municípios. In: LIMA, J. J.; MOYSES, A. (Org.). Como Andam Belém e Goiânia. Rio de Janeiro: Letra Capital Editora, 2009

12

2000

UFPA

Lucia C. F. Cidade

A questão ambiental urbana. In: VI Encontro Nacional da ANPUR, 1996, Brasília. Anais do Encontro Nacional da ANPUR. Brasília, 1996. p. 290-301.

12

1993

UNB

Alvaro H. de S. Ferreira

(RUA, J.; OLIVEIRA, R. R. de). Paisagem, espaço e sustentabilidades. In: RUA, J. (Org.). Paisagem, espaço e sustentabilidade. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2007, p. 07-32.

12

2009

PUC-RJ

Lia O. Machado

Região, fronteira e redes ilegais. Revista Italiana di Geopolitica, 2007.

12

1989

UFRJ

Lia O. Machado

Ciência, tecnologia e desenvolvimento regional na faixa de fronteira do Brasil. Parcerias estratégicas, 2005.

12

1989

UFRJ

Tania M. Fresca

A área central de Londrina: uma análise geográfica. Geografia (Londrina), v. 16, p. 143-166, 2007.

11

2000

UEL

Paulo R. R. Soares

(UEDA, V.). Cidades medias e modernização do território no Rio Grande do Sul. In: SPOSITO, M. E. B. (Org.). Cidades medias. São Paulo: Expressão Popular, 2007, p. 379-411.

11

2002

UFRGS

Jose A. de Oliveira

(SCHOR, T.). Reflexões metodológicas sobre o estudo da rede urbana no Amazonas e perspectivas para a análise das cidades na Amazônia brasileira. Acta Geográfica (UFRR), v. 10, p. 15-30, 2011.

11

1994

UFAM

Claudete de C. S. Vitte

A qualidade de vida urbana e sua dimensão subjetiva. In: VITTE, C.S.C; KEINERT, T. M. M. Qualidade de Vida, Planejamento e Gestão Urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009. 310p.

11

1998

UNICAMP

João B. F. de Melo

Explosões e estilhaços de centralidade no Rio de Janeiro. Revista Espaço e Cultura, 2012.

11

2000

UERJ

Maria C. L. Costa

AMORA, Z. B. ; COSTA, M. C. L. . Olhando o mar do Sertão: a lógica das cidades médias no Ceará. In: SPOSITO, M. E. B. (Org.). Cidades médias: espaços em transição. 1ed.S.Paulo: UNESP - Expressão Pop: UNESP - Expressão Pop, 2007, v. 01, p. 343-378.

11

2012

UFC

Mirlei F. V. Pereira

O território sob o "Efeito Modernizador": a face perversa do desenvolvimento. Interações (UCDB), Campo Grande, v. 8, n.13, p. 63-69, 2006.

10

2009

UFU

Jan Bitoun

Tipologia das cidades brasileiras e políticas territoriais: pistas para reflexão. Recife: FASE/OBSERVATORIO DAS METROPOLES, 2009.

10

1981

UFPE

50

Tabela 4 – Obras mais citadas por docente permanente associado à pós-graduação em geografia, Brasil – 2005 a 20016, grupo do 4º quartil.

DOCENTE

OBRAS POR AUTOR (ATÉ TRÊS MAIS CITADAS)

CITAÇÕES (2005-16)

OBTENÇÃO DOUTORADO

IES ATUAÇÃO

Alexandre M. A. Diniz

Migração, desorganização social e violência urbana em Minas Gerais. RA EGA (UFPR), Curitiba - Paraná, v. 9, p. 9-24, 2005.

9

2002

PUC-MG

Paulo R. R. Soares

Megaeventos esportivos e o urbano. Revista FSA (Faculdade Santo Agostinho), v. 10, p. 195-214, 2013.

9

2002

UFRGS

Carlos S. P. de Andrade

(FEITOSA, S. M. R. ; GOMES, J. M. A. ; MOTA NETO, J. M.). Consequências da urbanização na vegetação e na temperatura da superfície de Teresina- Piaui. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, v.6, p. 58-75, 2011.

9

2009

FUFPI

Rita de C. da C. Gomes

Dinâmica Territorial no Espaço Metropolitano de Natal. In: CLEMENTINO, M. do L. M.; PESSOA, Z. S.. (Org.). Natal.São Paulo: EDUC - Editora da PUC-SP, 2009, v. 1, p. 49-72.

9

1998

Jose B. da Silva

Formação socioterritorial urbana. In: Dantas, E. W. C.; COSTA, M. C. L.; SILVA, J. B. Da cidade à à metrópole. Fortaleza: Edições UFC, 2009.

9

1987

UFC

Floriano J. G. de Oliveira

(SILVA, C. A. da; FREIRE, D. G.). Metrópole. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. 504p .

8

2003

UERJ-SG

Daniela A. Cota

Parceria Público-privado aplicada ao urbano no contexto da gestão democrática. In: Anais do XII Encontro Nacional da ANPUR. Rio de Janeiro: Editora da ANPUR, 2007.

8

2010

UFSJ

José J. F. Lima

(CARDOSO, A. C.) A Influência do governo federal sobre cidades na Amazônia. Novos Cadernos NAEA, v. 12, p. 161-192, 2009.

8

2000

UFPA

Bartira A. da S. Viana

O sentido da cidade: entre a evolução urbana e o processo de verticalização. Carta CEPRO, Teresina - PI, v. 23, n.01, p. 66-75, 2005.

8

2014

FUFPI

Wendel H. Baumgartner

A instalação da UFRB, a ação do Programa Monumenta e o turismo étnico na reestruturação urbana e no cotidiano de Cachoeira-BA: Notas preliminares de pesquisa.. Geotextos (Salvador), v. 05, p. 89-112, 2009.

8

2004

UFBA

Cesar M. Mendes

Considerações sobre as estratégias e ações dos promotores imobiliários na produção do espaço urbano. Sociedade & Natureza, v. 19, p. 153-164, 2006.

8

1992

UEM

Cesar M. Mendes

O capital e o governo na produção do espaço. Acta Scientiarum (UEM), Maringá-PR, v. 22, n.01, p. 211-222, 2000.

8

1992

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Andrelino de O. Campos

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51

As obras mais citadas

52O conhecimento evidenciado acima permitiu realização de uma leitura do processo de consolidação do setor de Geografia Urbana, com foco na Pós-graduação em Geografia e pautado em cinco questões norteadoras:

53Questão 1: Há uma concentração de uma produção científica de qualidade em determinadas parcelas do território, seguindo, o evidenciado na parte anterior, uma forte concentração no Sudeste?

54Do apresentado na parte anterior a concentração da produção no setor de Geografia Urbana no Sudeste não deixa dúvidas. Entretanto a expansão e consolidação da Pós-graduação em Geografia nos últimos tempos, principalmente o relativo aos anos 2000, justificou um alargamento dos horizontes envolvidos, encampando número maior de obras associadas a outras regiões.

55O volume maior dos trabalhos analisados ainda se concentra majoritariamente na Região Sudeste (43%), com volume não negligenciável associado à Região Nordeste (31%) e a perfazer um montante equivalente a 74% dos trabalhos mais citados em todos os quartis.

Tabela 5 – Trabalhos com maior volume de citações por quartil

56As duas regiões citadas adquirem, assim, um papel de destaque se comparado a qualquer um dos quartis evidenciados. Considerando os quartis superiores (1º e 2º) reproduz-se esta concentração guardando a superioridade destas duas regiões em relação às demais: 1º Quartil – Sudeste e Nordeste com, respectivamente, 58,5% e 24,4% dos trabalhos mais citados; 2º Quartil – Sudeste e Nordeste com, respectivamente, 44,7% e 31,6% dos trabalhos mais citados. No concernente aos quartis inferiores (3º e 4º) preservam-se a concentração, sempre favorável em relação ao Sudeste e em contraponto ao Nordeste, no terceiro quartil (51,2% contra 22%), dispondo o quarto quartil de um comportamento inverso: Nordeste e Sudeste com, respectivamente, 45,2% e 19%.

57Os 26% dos demais trabalhos distribuem-se nas demais regiões, por ordem de importância: Sul (13%); Norte (9%) e Centro-Oeste (4%). Tal dado corrobora, em um primeiro momento, na comprovação de que a dinâmica de concentração pretérita se perpetua no domínio do setor de Geografia Urbana. Convém destacar, guardando as proporções, a importância que este gênero de estudo adquire em dadas regiões, especificamente na Norte, cujo volume de obras, embora em termos quantitativos seja menos importante que as regiões Sudeste, Nordeste e mesmo Sul, não se deve esquecer que tais estudos são representativos de um volume cujo valor percentual (24%), em relação aos demais setores, é superior ao do Brasil (17%). Tal dado certamente se explica na emergência do fenômeno urbano na Amazônia, dado a animar publicação substancial de trabalhos sobre a cidade e o urbano nesta parcela do território. O valor absoluto, desvantajoso, aos estudiosos da região, por sua vez, certamente se explica na jovialidade da Pós-Graduação, toda ela implementada no início do século XXI e a receber recentemente cursos de doutorado em dois programas (UNIR, em 2015 e UFPA, em 2016).

58Questão 2: Dada a densidade histórica representativa dos cursos tradicionais na área, há uma concentração de maior volume de citações associadas às obras geradas nas referidas e em detrimento das instituições a adentrarem no domínio da Pós-graduação mais recentemente?

59A presença das instituições cujos estudos são clássicos no setor de geografia urbana é perceptível ao se considerar os autores cujas obras se situam no primeiro quartil. Das 25 obras, representativas da obra mais citada de cada um dos autores associados a uma dada instituição, cinco delas (1/5) foram produzidas por professores da UFRJ (2ª, 8ª e 16ª obras mais citadas) e USP (7ª e 21ª obras mais citadas) (Gráfico 1). Nos termos apresentados se evidencia destaque, por ordem de importância, de obras produzidas por: 1. Roberto Lobato Correa – Estudo sobre a rede urbana, citado em 257 trabalhos; 2. Ana Fani Alessandri Carlos – A condição espacial, com 118 citações; 3. Marcelo Lopes de Sousa – Social mouvements as critical urban planing agentes, 103 citações; 4. Lia Osório Machado – Estado, territorialidade, redes. Cidades gêmeas na zona de fronteira sul-americana; 5. Sandra Lencioni – Da cidade e sua região à cidade-região, citado 46 vezes.

60Na contemporaneidade, reflexo da ampliação da pós-graduação no país, outras instituições se inserem, também, no primeiro quartil, com apresentação de volume substancial de trabalhos mais citados por professores a eles associados. A UFBA foi contemplada com a obra mais citada, além da 15ª e 17ª, publicadas por: 1. Ângelo Serpa – O espaço público na cidade contemporânea, citado em 268 trabalhos; 2. Pedro Vasconcelos – Dois séculos de pensamento sobre a cidade, citado em 58 trabalhos; 3. Wendel Baungartner – O direito à natureza na cidade, citado por 51. A UERJ conta com a terceira obra mais citada, de autoria de Andrelino Campos – Do quilombo à favela, citado 139 vezes. Na UFSC, o trabalho da professora Leila Dias, Os sentidos da rede, se situa na quarta posição, com 133 citações. A UFF dispõe da 5ª e 13ª obras mais citadas: 1. Ester Limonad – O território em tempos de globalização, com 128 citações; 2. Jorge Barbosa – Favela: alegria e dor na cidade, citado 73 vezes. A UFAM dispõe da 6ª obra mais citada (citada em 120 trabalhos), autoria de Tatiana Schor – A liberdade da cidade. A UFPB conta com a 9ª obra mais citada, publicada por Doralice Maia – O estudo das cidades médias brasileiras, citado 81 vezes. A UFU constitui a listagem com a 9ª obra mais citada (em 79 trabalhos) - Beatriz Soares, O estudo das cidades médias brasileiras. A UNESP-PP ocupa a 11ª e 14ª obras mais citadas: 1. Maria Encarnação Spósito – Cidades Médias, 78 vezes citado; 2. Eliseu Spósito – Redes e cidades, citado 73 vezes. A UNB se situa na 12ª e 23ª posições: 1. Marília Steinberg – Território, ambiente e políticas públicas espaciais, 77 citações; 2 Lucia Cidade – Ecologismos, ambientalismos e ecologia política, citado 43 vezes. A FURGS se situa na 18ª posição, com trabalho de Solismar Martins – Cidade do Rio Grande, citado 51 vezes. A UFC se situa nas 19ª, 20ª, 24ª e 25ª posições: 1. Maria Clelia Lustosa – Fortaleza: expansão urbana e organização do espaço, citado 50 vezes; 2. Luis Renato Pequeno – Dimensão Habitacional da RMF, 46 citações; 3. Eustogio Dantas – Maritimidade nos trópicos, citado 41 vezes; 4. Jose da Silva – A Região Metropolitana de Fortaleza, 41 citações. A UFRN em 22ª posição, com trabalho de Márcio Valença – The trajectory of social housing policy in Brazil, 44 citações.

61Instituições de todas as regiões se inserem na listagem da principal obra publicada por autor. Dentre elas se vislumbra papel de destaque da UFBA e consoante desempenho notado desde os primórdios. Instituições criadas mais recentemente também se situam no quartil superior, com destaque à UERJ-São Gonçalo e UFAM.

Figura 4 - Gráfico a indicar Maior Número de Citações Por Instituição

Figura 4 - Gráfico a indicar Maior Número de Citações Por Instituição

Distribuída Por Quartil e a Considerar a Maior Citação dos Docentes no Setor de Geografia Urbana com Índice H Igual ou Superior ao do Programa.

62Para concluir, o nível de exceção constante no primeiro quartil não é tão preponderante nos últimos quartis, cuja frequência de produção associada a instituições criadas mais recentemente é mais evidente.

63A importância da produção em geografia urbana no seio de cada um dos programas demonstra quadro de importância dos trabalhos aqui analisados em relação a trabalhos associados a outros setores.

64Nas regiões Sudeste e Nordeste os trabalhos publicados em geografia urbana, em relação a outros setores, adquirem maior relevância, patamar de 45% e 60% da produção total.

65No Sudeste o patamar de 45% é atingido na UFRJ (3 pesquisadores no 1º quartil), USP-GH (2 pesquisadores no 1º quartil e 1 no 2º quartil), UFF (2 pesquisadores no 1º quartil), UERJ (1 pesquisador no 1º quartil e 1 no 2º quartil), UNIMONTES (1 pesquisador no 2º quartil) e PUC-MG (1 pesquisador no 2º quartil).

Figura 5 – Principais Citações no Setor de Geografia Urbana (IH Programa – 2005 a 2016)

Figura 5 – Principais Citações no Setor de Geografia Urbana (IH Programa – 2005 a 2016)

66No Nordeste o patamar de 60% da produção do programa é atingido na UFBA (3 pesquisadores no 1º quartil e 1 no 2º quartil). O patamar de 45% da produção total se dá na UFC (4 pesquisadores no 1º quartil), UFRN (1 pesquisador no 1º quartil e 1 no 4º quartil) UFPI (3 pesquisadores no 4º quartil) e UVA (1 pesquisador no 4º quartil).

67Nas regiões Sul e Norte o volume de instituições envolvidas no patamar de 45% é menor. Na primeira região a UFSC (1 pesquisador no 1º quartil e 1 no 2º quartil) e UFPEL (1 pesquisador no segundo quartil). Na segunda região na UFAM (1 pesquisador no 1º quartil e 1 no 2º quartil) e UFPA (1 pesquisador no 2º quartil e 1 no 3º quartil).

68No Centro-Oeste a maior participação se dá no patamar de 30% da produção total, relativos à UNB (2 pesquisadores no 1º quartil) e UFT (1 pesquisador no 2º quartil).

69Questão 3: De uma lógica de produção pautada, no passado recente, no indivíduo, o fenômeno contemporâneo de instituição de redes de pesquisas contribui no alavancamento de dados autores ao patamar das obras mais citadas?

70Dos autores constantes no 1º quartil vislumbra-se, no período em questão, conjunto significativo de instituições associadas a duas Redes de Pesquisa a contar com envolvimento de pesquisadores associados a nossas pós-graduações. A Rede Cidades Médias (RECIME), circunscrita no domínio da geografia. O Observatório das Metrópoles a envolver pesquisadores da geografia e de outras áreas.

71A primeira rede, coordenada pela Profa. Maria Encarnação Spósito, envolve conjunto importante de instituições com produções situadas no 1º quartil: UNESP-PP (dois pesquisadores, Eliseu Spósito e Maria Encarnação Spósito), UFU (uma pesquisadora, Beatriz Soares), UFPB (uma pesquisadora, Doralice Maia) e UFC (um pesquisador, Renato Pequeno).

72Na segunda rede, coordenada pelo Prof. Luis Cesar Ribeiro (IPPUR-Rj) engloba a UFC (quatro pesquisadores, Maria Clélia Costa, Renato Pequeno, José Borzacchiello da Silva e Eustogio Dantas).

73Pode-se intuir, do apresentado, possibilidade de ter envolvimento em atividades de rede a criação de um quadro mais propício à veiculação dos trabalhos produzidos e com impacto no volume de citações obtidas.

74Questão 4: O direcionamento de ações de dadas instituições e autores à veiculação de seus trabalhos em outras línguas tem impacto no volume de citações representativas do período em estudo?

75A importância de veiculação de trabalho em outra língua ainda não impactou significativamente no setor de geografia urbana. Tal dado não desmerece certo pioneirismo de dois colegas neste domínio. Os professores Marcelo Lopes de Souza (UFRJ) e Márcio Valença (UFRN), cujas produções veiculadas em outra língua (inglês) já impactam em volume de citações recebidas.

76Questão 5: Dada à interdisciplinaridade da temática em relação à qual labutamos, se não há percepção de zonas de intersecção de nossos estudos com outras áreas e setores da Geografia?

77Os estudos trans-setoriais avançaram muito no lido da temática relativa à cidade e ao urbano, especificamente conjunto de trabalhos de profissionais associados às áreas de ensino, geoprocessamento e no setor de geografia ambiental. O presente recorte, embora os desconsidere não nos impede de afirmar veementemente que a temática do urbano hoje ultrapassa os limites da geografia humana. Foi o constatado no XIV SIMPURB, realizado em Fortaleza, quando foram concebidas as Mesas Redondas e convidados profissionais, principalmente do setor de climatologia para exemplificar.

78Há apresentação, para o setor de geografia urbana, de dinâmica a impor aumento do escopo analítico focado no nível de especialização do pesquisador. Urge ampliar tal análise englobando a temática e a possibilitar enquadramento dos colegas a realizarem estudos trans-setoriais.

Considerações finais

79Confrontando os resultados obtidos na presente, verificou-se atingimento dos objetivos traçados. A discussão do percurso realizado pela geografia urbana brasileira a partir da relevância alcançada pelas obras permitiu um mapeamento nacional da produção científica. Tendo em mãos esses dados e informações obtidos a partir de levantamentos exaustivos de estudos anteriores, reveladores da trajetória das pesquisas pioneiras, até as mais recentes, obtidas por meio da aplicação de instrumental informacional pautada em critérios metodológicos de largo espectro e de amplitude universal. Nós os autores, cientes da relevância dos resultados obtidos, nutrimos o desejo que outras pesquisas sejam realizadas para que possamos traçar perfis e realizar análises cada vez mais próximas da realidade.

80O tratamento de dados relativos ao volume de citações obtidas por autores de trabalhos no setor de geografia urbana denota um quadro novo e rico a explorar.  Da produção de conhecimento de peso associada inicialmente ao Centro e cursos tradicionais da área, nos últimos anos vislumbra-se uma dispersão a afetar a totalidade das regiões brasileiras e grande número de pesquisadores associados a cursos e programas de pós-graduação.  

81O apresentado consistiu em uma aproximação em relação ao produzido no setor de geografia urbana. O delineamento da metodologia utilizada reduziu o quantitativo envolvido ao lidar com os trabalhos citados de autores com índice H igual ao do curso ou programa de pós-graduação no qual se insere. Aqueles a não se inserirem neste perfil não tiveram seus trabalhos indicados.

82A reflexão sobre a produção de conhecimento de peso neste setor acompanha movimento de expansão e fortalecimento da pós-graduação em geografia no Brasil, cujo desdobramento evidencia consolidação de uma geografia verdadeiramente nacional. Consiste em contribuição à realização de análises de cunho epistemológico e a focar sobre o produzido no setor nos últimos anos, somando-se a outras obras relacionadas a produções pretéritas.

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Notes

1 O Índice H, proposto por Hirsch, designa o número de artigos publicados por um autor e a obter um volume de citações superior ou igual ao índice em foco. Em suma, se o autor atingir índice H 8, significa que publicou 8 trabalhos com pelo menos 8 citações. Quanto maior o índice H maior o impacto da produção de um autor.

2 Da citada vivência indica conjunto de obras a impactar em nossa ciência: “Publicado em 1952, o livro de E. Dardel, L’homme et la terre, antecipa a visão fenomenológica na geografia. O artigo de F. Schaefer, Exceptionalism in Geography, de 1953, se constituiu um marco da ruptura entre a corrente neopositivista emergente e a geografia clássica. Nesse mesmo ano, foi defendida a tese do sueco T. Hagerstrand, intitulada Innovation, Diffusion as a Spatial Process. Em 1961, foi lançado o livro de J. Gottmann sobre a megalópole norte-americana e no ano seguinte é publicada a Theoretical Geography, de W. Bunge. Ressaltam-se ainda como as obras mais representativas da chamada “revolução teórico-quantitativa”, Locational Analysis in Human Geography, de P. Hagget (1965); os Models in Geography, de Chorley e Haggett (1967); e, o Explanation in Geography, de D. Harvey (1969). As revistas Geographical Analysis, de 1969 e L’Espace Géographique, de 1972, são bastante representativas da corrente neopositivista. A Nova revista, Antipode, lançada em 1969, nos Estados Unidos, reflete o aparecimento da nova corrente crítica dentro da disciplina, que se desenvolverá no próximo período." (VASCONCELOS, 2012).

3 Trata-se do XVIII Congresso Internacional de Geografia promovido pela União Geográfica Internacional no Rio de Janeiro em 1956.

4 Além desses trabalhos, resultantes de pesquisas realizadas nas próprias Assembléias da AGB, vieram à luz também, especialmente na década de 50 mas prolongando-se até à década de 70, uma grande quantidade de estudos que, embora diferentes entre si, tiveram em comum a utilização, em sua totalidade ou em parte, do método monbeigiano. Para efeito de agregação, podemos classificá-los da seguinte maneira: Monografias urbanas São estudos do tipo padrão, muitos deles apresentados e aprovados em reuniões da AGB. Estão aqui trabalhos sobre Diamantina (Bernardes, 1949/50); Águas da Prata (Souza, 1950); São Luiz do Maranhão (Azevedo, 1950/51); Olímpia (Araújo, 1950/51); Cruzeiro (Bernardes, 1951/52); Londrina (Prandini, 1951/52); Manaus (Ab'Saber, 1953); Ubaitaba (Santos, 1954); Cataguases (Cardoso, 1955); Porto Alegre (Roche, 1955); Grato (Petrone, 1955); Ponta Grossa (Santos, 1956); Pesqueira (Sette, 1956 b); Contagem (Guimarães, 1957); Mogi das Cruzes (Tírico, 1957 /58); Marabá (Dias, 1958); Pirapora do Bom Jesus (França, i 961 ); Aracaju (Diniz, 1962 e Castro, 1967); Taubaté (Müller, 1965); Teresina (Moreira, 1972); e Belém (Barcellos, 1974). Podem ser citados aqui também alguns trabalhos que, embora mais direcionados à temática interurbana (determinação da área de influência de uma cidade; análise do grau de centralidade de pequenos núcleos urbanos), dedicam uma parte essencialmente monográfica ao estudo da cidade em questão. É o caso, por exemplo, dos estudos de Cardoso sobre Campina Grande (1963) e Caruaru (1965), e dos trabalhos de Perides (1971) sobre Dois Córregos, e de Garms (1977) sobre Paraguaçu Paulista. Estudos regionais com capítulo monográfico urbano. Trata-se, neste caso, de trabalhos tipicamente regionais, mas que dedicam uma parte da análise ao estudo da cidade principal da área estudada. Incluem-se aqui o estudo da Região de Santa Isabel (Ab' Saber, 1950/51 ) ; da Região de Corumbataí (Petrone, 1951/52); da Zona do Cacau da Bahia (Santos, 1955); da Zona da Mata de Minas Gerais (Valverde, 1958); da Região de São Luís do Paraitinga (Petrone, 1959); da Região do Alto Curso Superior do Tietê (Tírico, 1960b); da Baixada do Ribeira (Petrone, 1961 ); do Nordeste Potiguar (Valverde et ai. 1962); e do Nordeste da Mata Pernambucana (Valverde, 1960). Este último trabalho merece destaque especial, já que se constitui num dos poucos estudos dessa fase que ousaram não seguir a regra monbeigiana de que temas sociais, como o das relações de classe, são "coisas que o geógrafo não sabe e não precisa estudar". Ao descrever a cidade de Timbaúba, Valverde dá atenção especial à mesma aí reinante, à disparidade entre as classes sociais, utilizando em sua análise, ainda que timidamente, categorias que só muito mais tarde seriam incorporadas ao temário geográfico, tais como "exercício industrial de reserva" e "capital constante"(ABREU, 1994).

5 Das pesquisas enumeradas, serão fornecidas as referências de algumas que balizam o universo temático construído pelo autor: “Uma das grandes características da Geografia Crítica atual tem sido a ênfase dada análise de como a classe trabalhadora participa do processo de construção do espaço urbano. O que está por trás de grande parte dessa produção é a rejeição da ideologia do "caos urbano", que relaciona grande parte das carências e "males" urbanos às migrações, à falta de planejamento, etc. Ao contrário, o que se pretende com esta linha de investigação é demonstrar exatamente o contrário, isto é, que o aparente "caos urbano" reflete uma lógica bastante clara (que é a lógica da acumulação capitalista) e que aparente "desordem" que caracteriza grande parte das formas espaciais urbanas e dos processos sociais que se dão na cidade é apenas, como diria Carlos Nelson F. dos Santos, uma "ordem que exige uma leitura mais atenta" (Santos, 1982)...Bernardes (1983), por exemplo, debruçou-se sobre o empírico e analisou o Movimento Amigos de Bairro - MAB - (de Nova Iguaçu, RJ), relacionando o seu aparecimento com a agudização do processo de pauperização das periferias metropolitanas. A partir da recuperação da história desse movimento, a autora confrontou as estratégias por ele seguidas às características da base territorial que representava, indicando os pontos positivos a que se chegou e os impasses que não puderam ser resolvidos. Mizubuti (1987), por sua vez, acompanhou de perto o movimento associativo de bairro em Niterói e demonstrou toda a sua diversidade de formas e de conteúdos, consequência da heterogeneidade de bases sociais que estão aí representadas (movimentos de classe média, de periferia, etc.). Silva (1987), por outro lado, analisou o conteúdo das demandas desses movimentos (tal qual veiculados na imprensa periódica) e reconstituiu todo o processo de eclosão e desenvolvimento dos movimentos reivindicatórios urbanos em Fortaleza. Em Souza (1988) a discussão foi deslocada para o nível exclusivo da reflexão teórica e, a partir de uma análise das limitações e potencialidades do que ele denominou de "ativismo de bairro", introduziu todo o pensamento autonomista de Cornelius Castoriadis numa discussão que, até então, era predominantemente marxista-estruturalista" (ABREU, 1994).

6 “Um primeiro estudo de Milton Santos e de Antonia Dea Erdens versava sobre as cidades do Recôncavo que viram sua população crescer não só pela proximidade de Salvador, como pelo fortalecimento da economia, em consequência da exploração do petróleo. Ainda em Contribuição ao Estudo dos Centros de Cidades: o exemplo da cidade de Salvador (1959) estabelece o que deveria ser considerado como centro de uma cidade, levando em consideração as dificuldades decorrentes das variantes regionais. Explora analiticamente as relações entre centro e periferia, enfatizando a individualidade dos centros a partir de exemplos de várias cidades da África (Dakar, Bamako, Abdijan) e, mais especificamente, da Cidade do Salvador, que representa um traço de união entre o mundo rural, cuja vida preside, pela comercialização de seus produtos, e o mundo industrial, que compra as mercadorias. Os autores tentaram fazer uma Geografia retrospectiva, mas, infelizmente, só puderam contar com dados válidos a partir de 1940. Descrevem, ainda, as duas faces da cidade de Salvador (a cidade alta e a cidade baixa), mostrando como as funções e atividades se adaptaram à paisagem. Vale ressaltar outro trabalho interessante dessa época, Ritmos e Processos de Urbanização, da Professora Ana Carvalho.” (SILVA, 2009).

7 “Ancorada no estatuto da cientificidade, a abordagem da Geografia Urbana no Nordeste, em forma de disciplina acadêmica, em sua fase embrionária, mesclava conteúdos ligados a vários enfoques da geografia que remetiam aos conteúdos voltados à compreensão do transporte e circulação, população, comércio e serviços, indústria, Geografia Econômica etc. Com o advento da pós-graduação, o percurso científico, seu aperfeiçoamento exigiu vários exercícios de sistematização, com destaque ao enfoque dado ao tema rede urbana.” (SILVA; DANTAS, 2011).

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Table des illustrations

Titre Figura 1 – Índice H dos Programas de Pós-Graduação em Geografia
Crédits Fonte: Relatório da Avaliação Quadrienal 2017, CAPES.
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Titre Figura 2 – Gráfico com distribuição das obras mais citadas por área no Brasil, ênfase Setor de Geografia Urbana (na Área Geografia Humana).
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Titre Figura 3 – Gráfico com distribuição das obras mais citadas por área no Brasil, ênfase por região (Nordeste, Norte, Sudeste e Centro Oeste) e Setor de Geografia Urbana (na Área Geografia Humana)
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Titre Figura 4 - Gráfico a indicar Maior Número de Citações Por Instituição
Légende Distribuída Por Quartil e a Considerar a Maior Citação dos Docentes no Setor de Geografia Urbana com Índice H Igual ou Superior ao do Programa.
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Titre Figura 5 – Principais Citações no Setor de Geografia Urbana (IH Programa – 2005 a 2016)
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Pour citer cet article

Référence électronique

Eustogio Wanderley Correia Dantas et José Borzacchiello da Silva, « A geografia urbana brasileira: de uma análise diacrônica às obras mais citadas no último decênio »Confins [En ligne], 38 | 2018, mis en ligne le 23 décembre 2018, consulté le 17 juin 2024. URL : http://0-journals-openedition-org.catalogue.libraries.london.ac.uk/confins/16331 ; DOI : https://0-doi-org.catalogue.libraries.london.ac.uk/10.4000/confins.16331

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Auteurs

Eustogio Wanderley Correia Dantas

Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), edantas@ufc.br

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José Borzacchiello da Silva

Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), borza@ufc.br

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